Spring Symposium: Race & Heritage; Decolonizing Heritage; Urban Heritage; Trauma, Conflict & Heritages

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Type: 
Call for Papers
Date: 
March 1, 2021
Subject Fields: 
Art, Art History & Visual Studies, Borderlands, Social History / Studies, Social Sciences, Urban History / Studies

Announcing the Call for Papers to participate in the Spring Symposium, organized by the Early Career Researchers Network (Association of Critical Heritage Studies).

Deadline for abstract proposal is on the 1st of March, with the symposium (four sessions) taking place across four weeks in April.

SPRING SYMPOSIUM

As rising inequalities, systemic racism, and climate change oppress marginalized groups across the globe, heritage regimes serve to maintain and create uneven power relations. The politics of heritage, however, are more than a ubiquitous dispositive of domination. The ways people understand, experience, and fabricate the past(s) can also empower marginalized subjects to resist oppression. The Heritage Justice Series will explore these dynamics by bringing together scholars who investigate questions of power in heritage making. Four seminars will prompt interrogations of heritage through intersecting lens of race, decolonization, urban politics, as well as trauma and conflict.  Please send an email to ecr@criticalheritagestudies.org enclosing an abstract (200 words) with title and author’s affiliation by March 1st, 2021. Please indicate the session title you are addressing.

 

1) Race & Heritage

Scholars who apply, extend, or develop critical heritage studies theory and analysis by examining race and ethnicity within local, national, international, and transnational contexts are invited to submit abstracts for this session. This track will explore contemporary and historical conceptions of race and ethnicity. We seek presentations examining how these notions intersect with various political, cultural, and social contexts that have engendered divisions, inequities, violence, dispossessions and/or alternate ways of relating and becoming. 

 

2) Decolonizing Heritage

The embedded logics of modernity and epistemic violence in the Western thought have influenced the outlines and ways we think, sense and discuss heritage, reproducing dynamics of accumulation, separation, oppression, linearity, extraction and more. Within the frame of heritage justice, “Decolonising Heritage” is an invitation for papers that defy, unsettle, undo, delink, contest, rethink or disobey colonial ideologies embedded in heritage making and practice, encouraging critical approaches and new directions. We are open to proposals that expand the ways we sense, believe, do, live and interact with heritage as we aim to transform colonial structures and empower marginalised communities.

 

3) Heritage and the Urban: Spaces of Power and Insurgency   

The form and appearance of “historic” built environments intensify the marginalization of oppressed groups in cities around the world: powerful actors promote policies and design projects that spatialize exclusion in a range of dimensions. The bodies and practices that do not adhere to authorised visions of history are banished as illegitimate “others.” Yet, if the production of historic landscapes can facilitate exclusion, it can also enable insurgency. Exploring how heritage impacts the production of space, this panel reflects on how hegemonic interpretations of history amplify inequalities, and how deprived groups in turn appropriate, re-signify, and transform heritage to fight injustice.

 

4) Trauma, Conflict and Heritages 

Conflict and trauma are interrelated phenomena that occur on multiple scales and impact heritage in different ways. While we have seen the generative and destructive consequences of conflict on heritage and the ‘memory’ of affected communities, we have also witnessed the weaponization of heritage itself and the destruction of heritage sites as a result of climate change and natural disasters. Regardless of the precise mechanism of destruction, heritage in the wake of conflict becomes a vessel of memories, emotions, and expectations. Therefore, this seminar seeks to gather diverse perspectives on the relationship between memory, violence, trauma and heritage.

 

PORTUGUESE VERSION

Seminários sobre Justiça Patrimonial

À medida que as crescentes desigualdades, o racismo sistêmico e as mudanças climáticas oprimem os grupos marginalizados em todo o mundo, os regimes de patrimônio servem para manter e criar relações de poder desiguais. As políticas de patrimônio são, no entanto, mais do que um dispositivo onipresente de dominação. As maneiras como as pessoas entendem, experimentam e constroem o(s) passado(s) também podem capacitar sujeitos marginalizados para resistir à opressão. Os Seminários sobre Justiça Patrimonial explorarão essas dinâmicas reunindo estudiosos que investigam temas relacionados ao poder na construção do patrimônio. Quatro seminários instigarão indagações sobre o patrimônio por meio das perspectivas entrecruzadas de raça, descolonização, política urbana, trauma e conflito. Para submissões, envie um e-mail para os organizadores de cada sessão incluindo um resumo (200 palavras) com título e afiliação do(a) autor(a) até 1º de março de 2021.

1) Raça e Patrimônio

Acadêmicos(as) que aplicam, estendem ou desenvolvem teorizações e análises no campo dos estudos críticos de patrimônio, abordando temas raciais e de etnicidade em contextos locais, nacionais, internacionais e transnacionais estão convidados(as) a submeter resumos para esta seção. Serão exploradas, nessa esteira, concepções contemporâneas e históricas de raça e etnicidade. Nós buscamos por apresentações que examinem como essas noções se cruzam com vários contextos políticos, culturais e sociais que têm engendrado divisões, desigualdades, violência, despossessões e/ou formas alternativas de relações e de devires.

2) Decolonizando o patrimônio

As lógicas da modernidade e da violência epistêmica embutidas no pensamento ocidental influenciaram os contornos e as maneiras pelas quais pensamos, sentimos e discutimos o patrimônio, reproduzindo dinâmicas de acumulação, separação, opressão, linearidade, extração e muito mais. Dentro do tema da justiça patrimonial, “Decolonizando o Patrimônio” é um convite a trabalhos que desafiem, desestabilizem, desfaçam, desvinculem, contestem, repensem ou desobedeçam às ideologias coloniais contidas na construção e na prática do patrimônio, incentivando abordagens críticas e novos rumos. Estamos abertos(as) a propostas que ampliem as maneiras pelas quais sentimos, acreditamos, fazemos, vivemos e interagimos com o patrimônio uma vez que pretendemos transformar as estruturas coloniais e empoderar comunidades marginalizadas.

3) O patrimônio e o urbano: espaços de poder e de insurgência

A forma e a aparência de ambientes construídos aos quais comumente chamamos de “históricos” intensificam a marginalização de grupos oprimidos em cidades ao redor do mundo: atores poderosos promovem políticas e realizam projetos que espacializam a exclusão em uma variedade de dimensões. Os corpos e práticas que não aderem a visões autorizadas da história são banidos como "outros" ilegítimos. No entanto, se, por um lado, a produção de paisagens históricas pode facilitar a exclusão, por outro lado ela também pode permitir a insurgência. Explorando como o patrimônio impacta a produção do espaço, este painel reflete sobre como as interpretações hegemônicas da história amplificam as desigualdades e como grupos vulneráveis, por sua vez, se apropriam, ressignificam e transformam o patrimônio para combater diferentes formas de injustiça.

4) Trauma, conflito e patrimônios

Conflito e trauma são fenômenos inter-relacionados que ocorrem em múltiplas escalas e impactam o patrimônio de diferentes maneiras. Embora tenhamos visto as consequências produtivas e destrutivas de conflitos sobre o patrimônio e sobre a memória das comunidades afetadas, também testemunhamos a transformação do próprio patrimônio em um tipo de arma em alguns contextos e, além disso, a destruição de locais históricos como resultado de desastres naturais e das mudanças biogeofísicas impostas ao planeta pela atividade capitalista. Independentemente do mecanismo preciso de destruição a que foi submetido, o patrimônio se torna um recipiente de memórias, emoções e expectativas. Assim, este seminário busca reunir diversas perspectivas sobre a relação entre patrimônio, memória, violência e trauma.